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13 de ago de 2008

Continuação.Bom Dia Espirito Santo

Deus já tocara a minha vida em minha pouca experiência cristã, mas nunca como Ele estava tocando nesse dia.
Como uma onda
Enquanto ficava ali, continuando adorar ao Senhor, abri os olhos para olhar ao redor, porque senti subitamente uma corrente de ar. Não sabia de onde ela vinha. Era leve e lenta, como uma brisa.
Olhei para os vitrais, mas estavam todos fechados e eram altos demais para permitir a corrente.
A brisa estranha que senti era, porém, mais como uma onda. Eu sentia descer por um braço e subir pelo outro. Na verdade tive a sensação de que ela se movimentava.
O que estava acontecendo? Todos pensariam que tinha perdido o juízo.
Por um período de dez minutos mais ou menos, as ondas de vento continuaram a correr sobre mim. Depois senti como se alguém envolvesse meu corpo num cobertor – um cobertor quente.
Kathryn começou a ministrar ao povo, mas eu estava tão perdido no espírito que isso realmente não importava. O Senhor se achava mais próximo de mim do que nunca antes.
Senti que devia falar com o senhor, mas tudo o que pude murmurar foi: – Jesus querido, tenha misericórdia de mim – Repeti: - Jesus, por favor, tenha misericórdia de mim.
Eu me considerava tão indigno.
A meu ver, estava na mesma condição de Isaías ao entrar na presença do Senhor.
“Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is. 6.5).
A mesma coisa aconteceu quando as pessoas viram a Cristo. Elas imediatamente sentiram sua imundícia, sua necessidade de purificação.
Foi isso que ocorreu comigo. Era como se um refletor gigante estivesse focalizado em mim. Tudo o que podia ver eram a s minhas fraquezas, meus defeitos, meus pecados.
Repeti muitas vezes: – Jesus amado, tenha misericórdia de mim.
Ouvi então uma voz que sabia ser do Senhor. Era mui gentil, mas inconfundível. Ele me disse: – Minha misericórdia é abundante sobre você.
Até essa altura dos acontecimentos, minha vida de oração era a de um cristão normal. Mas agora eu não estava apenas falando com o Senhor, Ele estava falando comigo.
Oh! Que comunhão esplêndida era aquela!
Eu não tinha condição de saber que aquilo que ocorria comigo na terceira fileira da Primeira Igreja Presbiteriana em Pittsburgh não passava de um antegozo do que Deus planejara para o futuro.
As palavras soavam em meus ouvidos: – minha misericórdia é abundante sobre você.
Senti-me chorando e soluçando. Nada havia em minha vida que pudesse comparar-se ao que sentia. Eu estava tão cheio e transformado pelo Espírito que nada mais importava.
Não ligava se uma bomba nuclear atingisse Pittsburgh e o mundo inteiro explodisse.
Naquele momento eu sentia o que a palavra descreve tão bem: ... “Paz... que excede todo o entendimento” (Fp 4.7).
Jim me falara dos milagres operados nas reuniões da Sra. Kuhlman. Mas eu não fazia idéia do que iria testemunhar nas três horas seguintes. Pessoas surdas passavam repentinamente a ouvir. Uma mulher levantou-se de sua cadeira de rodas. Foram dados testemunhos da cura de tumores, artrites, enxaquecas e outros. Até mesmo os mais severos críticos reconheceram as curas genuínas que ocorriam nessas reuniões.
O culto foi longo, mas o tempo correu célere. Eu jamais tinha sido tão movido, tão tocado pelo poder de Deus.
Qual a razão do choro dela?
No decorrer do culto, enquanto eu orava em silêncio, tudo parou de repente. Pensei: – Por favor, Senhor não deixe esta reunião acabar nunca.
Levantei os olhos e vi Kathryn Kuhlman escondendo o rosto nas mãos e começando a soluçar. Ela chorou e chorou, tão alto que todo e qualquer ruído cessou. A música deixou de tocar. Os recepcionistas ficaram paralisados em suas posições.
Todos os olhos estavam fitos nela. E eu não tinha a menor idéia da razão do choro dela. Nunca vira um ministro fazer isto antes. Por que chorava? Contaram-me mais tarde que ela jamais fizera uma coisa dessas e os membros de sua equipe não se esqueceram até hoje.
A evangelista continuou chorando por um período de mais ou menos dois minutos.
Depois jogou a cabeça para trás. Ali estava ela, a alguns passos de mim, com os olhos chamejantes. Estava viva. Naquele momento ela mostrou uma ousadia que eu nunca vira em outra pessoa. Apontou com o dedo em riste, com enorme poder e emoção e até mesmo sofrimento. Se o próprio diabo estivesse lá, ela o teria derrubado com um simples golpe.
Foi um instante de incrível dimensão. Ainda soluçando, Kathryn olhou para a audiência e disse em agonia: – por favor. – Ela pareceu esticar a palavra: - Por fa-a-vo-or, não entristeçam o Espírito Santo.
Ela suplicava. Se você puder imaginar uma mãe rogando a um assassino que não mate o seu bebê, terá uma idéia do quadro. Ela pedia e suplicava.
– Por favor, - soluçou – não entristeçam o Espírito Santo.
Até hoje me lembro dos olhos dela, era como se olhasse direto para mim.
Quando disse isso, um alfinete poderia ter caído no chão que você o ouviria. Eu tinha medo até de respirar. Não movi um músculo. Agarrei-me no banco à minha frente, pensado no que viria a seguir.
Ela disse então: – Vocês não compreendem? Ele é tudo o que eu tenho!
Pensei comigo mesmo – Do que ela está falando? Sua súplica apaixonada continuou, e disse: – Por favor! Não o magoem. Ele é tudo o que eu tenho. Não magoem o meu Amado!
Jamais esquecerei estas palavras. Posso lembrar ainda como sua respiração ofegava ao pronunciá-las.
O pastor de minha igreja falava sobre o Espírito Santo, mas não dessa forma. Suas referências estavam ligadas aos dons, línguas, ou profecia, e não à idéia de ser o “meu mais íntimo, mais pessoal, mais amado amigo”. Kathryn Kuhlman estava falando de uma pessoa que era mais real que você ou eu.
Ela apontou então seu longo dedo para mim e disse com grande clareza: – Ele é mais real do qualquer coisa neste mundo!
Eu preciso conseguir isso
Quando ela olhou para mim e proferiu essas palavras, algo me agarrou literalmente por dentro. Gritei dizendo: – “Eu preciso conseguir isso”.
Eu na verdade pensava que todos naquele culto deveriam estar sentindo a mesma coisa. Mas Deus trata conosco individualmente e penso que aquele culto foi só para mim.
Peço que compreenda que, por ser um cristão novo, eu não entendia absolutamente o que estava acontecendo naquele culto. Mas não podia negar a realidade e o poder que sentia.
Ao terminar o culto, olhei para a evangelista e vi o que me pareceu uma névoa ao redor dela e sobre ela. A princípio julguei que meus olhos estavam me pregando peças.
Mas, a névoa continuava e seu rosto brilhava luminoso através da mesma.
Não acredito de modo algum que Deus estava tentando glorificar a Srta. Kuhlman.
Mas creio que Ele usou esse culto para revelar o Seu poder para mim.
Quando o culto acabou, a multidão saiu, mas eu não queria me mover. Eu chegara correndo, mas agora só desejava ficar sentado e refletir sobre os acontecimentos.
O que sentia naquele prédio fora algo que a minha vida não me oferecia. Eu tinha certeza de que ao voltar para casa a perseguição ia continuar.
Minha auto-imagem já estava praticamente destruída por causa do meu problema de fala. Mesmo quando criança, nas escolas católicas, minha gagueira me isolava, não tendo quase ninguém com quem conversar.
Não fiz também muitos amigos após me tornar cristão. Como conhecer novas pessoas, se tinha dificuldade em comunicar-me?
Eu não queria, então, que aquilo que encontrara em Pittsburgh me deixasse. Tudo o que tinha na vida era Jesus. E nada mais em minha existência importava muito. Meu futuro era incerto. Minha família tinha praticamente virado as costas para mim. Eu sabia que me amavam, mas minha decisão de servir a Cristo havia aberto entre nós um abismo intransponível.
Permaneci sentado. Afinal de contas, quem quer ir para o inferno depois de ter estado no céu?
Mas, não havia escolha. O ônibus estava à espera e eu tinha que partir. Parei na porta de trás da igreja para um último olhar, pensando- “O que ela queria dizer?” O que estava dizendo quando falou sobre o Espírito Santo?
No caminho da volta para Toronto eu retornava sempre ao mesmo pensamento: – “Não sei o que ela queria dizer” – Cheguei até a perguntar para algumas pessoas no ônibus.
Não souberam me informar, porque também não haviam entendido.
Não é preciso dizer que cheguei em casa exausto. Por ter dormido pouco, por causa das horas de viagem de uma experiência espiritual comparável a uma montanha russa, meu corpo estava pronto para descansar.
Não consegui, porém, conciliar o sono. Meu corpo estava moído até os ossos, meu espírito continuava vibrando como se houvesse uma série de vulcões explodindo dentro de mim ininterruptamente.
Conhecendo a presença de Deus
Quem está me puxando?

Deitado em minha cama, eu sentia como se alguém estivesse me puxando para fora do colchão e me fazendo ajoelhar. Era uma sensação estranha, mas eu a sentia com tanta força que não podia resistir. Ali estava eu, na escuridão do quarto, de joelhos. Deus ainda não acabara de lidar comigo e eu respondi à Sua orientação.
Eu sabia o que queria dizer, mas não sabia como fazer a minha petição. Eu queria aquilo que a evangelista de Pittsburgh tinha. Pensei: - quero o que Kathryn Kuhlman tem. – Eu queria isso com cada átomo e fibra em mim. Estava faminto por aquilo de que ela falara, embora não tivesse uma compreensão clara do que era.
É verdade. Eu sabia o que queria dizer, mas não sabia como dizê-lo. Decidi então pedir da única maneira que sabia – em minhas próprias palavras, com toda a simplicidade.
Eu queria me dirigir ao Espírito Santo, embora jamais tivesse feito isso antes. Pensei: – Será que estou fazendo certo? – Afinal de contas, eu nunca tinha falado com o Espírito Santo. Nunca julgara que fosse uma pessoa à qual pudesse me dirigir. Não sabia como começar a oração, mas sabia o que sentia por dentro. Tudo o que queria era conhecê-Lo da maneira como ela O conhecia.
Foi assim que orei: – Espírito Santo, Kathryn Kuhlman diz que Tu és amigo dela. – Continuei lentamente: - Acho que não Te conheço. Eu pensava antes que Te conhecia, mas depois dessa reunião, compreendo que estava errado. Acho que não te conheço mesmo.
A seguir, como uma criança, com as mãos levantadas, perguntei: – Posso conhecer-Te? Posso realmente conhecer-Te?
Fiquei imaginado – Estou falando direito? Será que posso falar desse modo com o Espírito Santo? – Depois pensei: – Se Kathryn estava enganada, eu queria saber.
Depois que falei com o Espírito Santo, nada pareceu acontecer. Comecei a questionar-me – Haverá realmente essa experiência de um encontro com o Espírito Santo?
Isso pode ocorrer de verdade?
Meus olhos estavam fechados. Em seguida, como sob a ação de um choque elétrico, meu corpo começou a vibrar – exatamente como acontecera nas duas horas em que esperei para entrar na igreja. Era o mesmo tremor que sentira por mais de uma hora lá dentro.
Ele voltara e eu pensei: – Oh! Está acontecendo de novo. – Mas dessa vez não havia gente em volta. Nem roupas pesadas. Eu estava de pijama em meu quarto aquecido – vibrando dos pés à cabeça.
Tive medo de abrir os olhos. Parecia que tudo o que acontecera naquela reunião tinha se combinado naquele momento único. Eu estava tremendo, mas senti de novo o cobertor quente do poder de Deus me envolvendo inteirinho.

9 de ago de 2008

Bom Dia Espirito Santo.

Bom Dia Espírito Santo
Benny Hinn

Capítulo 1 – Será que posso conhecê-Lo de verdade?

Faltavam três dias para o Natal de 1973. O sol começava a nascer naquela manhã fria e nevoenta de Toronto.
De repente Ele chegou. O Espírito Santo entrou em meu quarto. Sua presença era tão real para mim naquela manhã quanto ao livro que você tem agora nas mãos.
Nas oito horas que se seguiram eu tive uma experiência incrível com o Espírito Santo. Ele mudou o curso de minha vida. Lágrimas de assombro e alegria escorreram pelo meu rosto quando abri as escrituras e ele foi dando as respostas às minhas perguntas.
Meu quarto parecia ter subido para o hemisfério dos céus. E eu queria ficar ali para sempre. Tinha acabado de fazer vinte e um anos e essa visita foi o melhor presente de aniversário ou de Natal que eu já havia recebido.
Meus pais se achavam bem perto, no fim do corredor. Eles jamais poderiam compreender o que estava acontecendo com o seu Benny. De fato, se soubessem o que ocorria comigo, essa seria a gota d’água que faltava para acabar definitivamente com o que restava de harmonia em nossa família. Durante quase dois anos desde o dia em que entreguei minha vida a Jesus, não houve mais praticamente comunicação entre mim e meus pais. Uma situação medonha! Como filho de imigrante israelita eu havia humilhado a família ao quebrar a tradição. Coisa alguma em minha vida tivera efeito tão devastador assim.
Em meu quarto, porém, tudo era energia pura. Algo indizível, cheio de glória! Se alguém me dissesse apenas 48 horas antes o que me esperava, eu sem dúvidas responderia: – Isso está fora de cogitação!
Mas, desde o memento em que o espírito Santo se tornou vivo em minha vida, ele deixou de ser apenas uma “terceira pessoa” distante da Trindade. Era agora real. Tinha uma personalidade.
Eu quero então compartilhá-Lo neste momento com você.
Meu amigo, se você está preparado para começar uma nova relação pessoal com o Espírito Santo, o que vai superar tudo o que jamais sonhou, continue lendo. Caso contrário, recomendo que feche este livro para sempre. É isso mesmo! Feche o livro! Porque o que pretendo dizer-lhe irá transformar a sua vida espiritual.
De repente, vai acontecer com você. Pode ser enquanto esteja lendo. Talvez ao orar. Ou quando estiver a caminho do trabalho. O Espírito Santo irá responder ao seu convite.
Ele vai tornar-se o seu amigo mais íntimo, o seu guia, seu consolador, seu companheiro de vida. Quando você e Ele se encontrarem, você dirá: - Benny! Quero contar o que o Espírito Santo tem feito em minha vida!

Revelado o poder de Deus
Uma noite curta em Pittsburgh

Meu amigo, Jim Poynter, me pediu para acompanhá-lo numa viagem de ônibus até a cidade de Pittsburgh, na Pensilvânia. Conhecera Jim, um ministro da igreja Metodista Livre, na congregação que eu freqüentava. O grupo se dirigia para uma reunião de uma evangelista que fazia curas, Katryn Kuhman.
Para ser sincero, eu sabia bem pouco sobre o ministério da srta. Kuhman. Tinha assistido a uma entrevista que dera na televisão e ficara desiludido. Achei que falava de um modo engraçado e parecia meio estranha. Não esperava, portanto, muito dela.
Mas Jim era meu amigo e não queria decepcioná-lo. No ônibus eu disse: - Jim, você não sabe como foi difícil convencer meu pai a me deixar fazer esta viagem. – Depois de minha conversão, meus pais fizeram todo o possível para me impedir de comparecer à igreja. E agora, ao falar da ida a Pittsburgh, eles acharam um absurdo. Mas finalmente me deram sua permissão, relutantes.
Partimos de Toronto na metade da manhã de Quinta-feira. O percurso que deveria durar sete horas foi prolongado por causa de uma tempestade de neve. Só chegamos ao hotel cerca de uma hora da madrugada.
Jim então me disse: – Benny, temos de levantar às cinco horas.
- Cinco da manhã? – eu perguntei. – Mas, por quê?
Ele respondeu que teríamos de estar na porta do prédio da reunião às seis horas para conseguir entrar.
Eu não podia crer em meus ouvidos. Quem jamais ouviu falar de ficar exposto ao ar gelado, antes do sol nascer, para ir à igreja? Jim, afirmou, porém, que era exatamente isso que precisávamos fazer.
O frio cortava a pele. Levantei-me às cinco e coloquei todos os agasalhos que pude encontrar: botas, luvas, tudo, enfim. Eu parecia um esquimó.
Chegamos à Primeira Igreja Presbiteriana, no centro de Pittsburgh, enquanto ainda estava escuro. Mas o que me chocou foi verificar que centenas de pessoas haviam chegado antes de nós. E as portas só se abririam dentro de duas horas.
O fato de ser pequeno tinha as suas vantagens. Eu comecei a me esgueirar entre as pessoas, chegando cada vez mais perto das portas e arrastando Jim comigo. Havia até pessoas dormindo nos degraus da frente. Uma mulher me disse: – Eles passaram a noite aqui.
Toda a semana é a mesma coisa!
Enquanto permanecia ali esperando, comecei de repente a sentir uma vibração, como se alguém tivesse agarrado meu corpo e começasse a sacudi-lo.
Pensei por um momento que o ar frio me tivesse feito mal. Mas estava vestido com roupas quentes e certamente não sentia muito frio. Um tremor incontrolável, não obstante, tomou conta de mim.
Nada parecido acontecera comigo antes. E não parou. Eu fiquei envergonhado demais para contar ao Jim, mas podia sentir meus ossos chocalhando. Sentia meus joelhos e minha boca tremerem. O que está acontecendo comigo? – pensei – será o poder de Deus? – Eu não conseguia entender.
Correndo pela igreja
A essa altura as portas iam ser abertas e a multidão começou a empurrar de tal forma que eu mal podia mover–me. Mas a vibração em meu corpo mesmo assim não cessou.
Jim disse: – Benny, quando as portas abrirem corra o mais depressa possível.
Por quê? – perguntei.
- Se não fizer isso, eles vão esmagá-lo. – Ele já estivera ali antes e sabia o que esperar.
Eu jamais tivera idéia de participar de uma corrida para entrar numa igreja, mas era o que estava acontecendo. Quando abriram as portas eu parti como um atleta olímpico.
Passei na frente todo mundo: velhos, jovens, todos eles. De fato, cheguei à primeira fila e tratei de sentar-me. Um recepcionista me informou que a primeira fileira estava reservada.
Soube mais tarde que a equipe da Srta. Kuhlman escolhia as pessoas para sentar nessa fileira especial. Ela era tão sensível ao Espírito que só queria o apoio em oração de pessoas positivas, que ficassem à sua frente.
Por ser bastante gago, eu sabia que era inútil tentar discutir com o recepcionista. A segunda fila já estava lotada, mas Jim e eu encontramos lugar na terceira.
O culto só começaria dali a uma hora. Tirei o casaco, as luvas e as botas. Enquanto relaxava, percebi que tremia mais que antes. Não conseguia parar. As vibrações percorriam meu braço e pernas, como se estivesse ligado a uma espécie de máquina. A experiência era nova para mim. Para ser sincero, sentia medo.
Enquanto o órgão tocava, eu não conseguia pensar em outra coisa além do tremor em meu corpo. Não era uma sensação de “doença”. Não era como se estivesse pegando um resfriado ou uma virose. Na verdade, quanto mais continuava tanto mais bela parecia. Era uma sensação invulgar, que não tinha nada de imaterial.
Nesse momento, como se saísse do nada, Kathryn Kuhlman apareceu. Num instante a atmosfera naquele prédio ficou carregada. Eu não sabia o que esperar. Não senti nada ao meu redor. Nenhuma voz. Nenhum coral de seres angelicais. Nada. Tudo o que sabia é que estivera tremendo durante três horas.
Depois disso, quando começaram a cantar, fiz algo que jamais esperei fazer. Fiquei de pé. Minhas mãos se levantaram e as lágrimas escorreram pelo meu rosto enquanto cantávamos “Quão grande és Tu”.
Era como se eu tivesse explodido. Nunca antes as lágrimas haviam fluído dos meus olhos tão rapidamente. Falo de êxtase! Que sensação gloriosa!
Eu não cantava como normalmente costumava fazer na igreja. Cantava com todo o meu ser. E quando cheguei às palavras “Então minh’alma canta a Ti, Senhor”, eu me coloquei literalmente a cantar com a alma.
O Espírito desse hino me envolveu de tal forma que levei alguns minutos para perceber que não tremia mais.
Mas a atmosfera do culto continuou. Pensei que havia sido totalmente arrebatado.
Adorava de um modo que jamais fizera antes. Era como se encontrasse face a face com a verdade pura e espiritual. Quer alguém mais sentisse isso ou não, era o que eu sentia.

3 de ago de 2008

Reflexão

"Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria de pessoas estavam pouco dispostas a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico.
Temiam as horrorosas tempestades que variam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações.
Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro.
- Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem.
Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou,
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente,
- Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
O fazendeiro enfurecido se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois.
Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia
ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
HISTÓRIA!... é que quando se está preparado espiritualmente, mentalmente e fisicamente - você não tem nada a temer.
Eu lhe pergunto: você pode dormir enquanto os vento sopram em sua vida?"

Parceria Ouro.